Ontem, depois de eu e Jairo
passarmos
horas
jogando
ao ar livre, no centro
do
Rio, paramos
no caminho para comermos algo.
Depois
do sanduíche, do suco, mesmo sem fome,
como que pra continuar com o
brinquedo
das horas anteriores, escolhi como sobremesa um
pedaço
de rocambole, displicente.
Enquanto
separava
um
pequeno pedaço
daquela
fatia com o garfo , pra começar a
"degustação" e
ao
mesmo tempo aumentar o prazer
da
experiência (caso ele fosse realmente
bom),
por
uma
destas muitas
razões escondidas, lembrei da
primeira
vez
que minha mãe
fez
rocambole lá um casa, na casa
onde
nasci. Lembro
da
claridade na cozinha, denunciando
a
tarde. Lembro
da
alegria de
ver
algo novo sendo criado, da
mágica
de ver
aquele
bolo fino
sendo
enrolado,
com
cuidado
pra
não quebrar,
depois
de ter sido
lambrecado
de
recheio qual era ?
lembro
da conexão
com
minha mãe,
como
se fosse
co-criador,
nos
meus olhos
de
criança, daquela maravilha.
O
rocambole nos
conectou
e hoje me reconectou
com
ela, mais uma
vez.
Que bom
que
existam rocamboles e mães.
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