quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Dia um


Ontem, depois de eu e Jairo
passarmos horas
jogando ao ar livre, no centro
do Rio, paramos
no caminho para comermos algo.
Depois do sanduíche, do suco, mesmo sem fome, como que pra continuar com o
brinquedo das horas anteriores, escolhi como sobremesa um
pedaço de rocambole, displicente.
Enquanto separava
um pequeno pedaço
daquela fatia com o garfo , pra começar  a "degustação" e
ao mesmo tempo aumentar o prazer
da experiência (caso ele fosse realmente
bom), por
uma destas muitas
razões escondidas, lembrei da primeira
vez que minha mãe
fez rocambole lá um casa, na casa
onde nasci. Lembro
da claridade na cozinha, denunciando
a tarde. Lembro
da alegria de
ver algo novo sendo criado, da
mágica de ver
aquele bolo fino
sendo enrolado,
com cuidado
pra não quebrar,
depois de ter sido
lambrecado de
recheio  ­ qual era ?
lembro da conexão
com minha mãe,
como se fosse
co-criador,
nos meus olhos
de criança, daquela maravilha.
O rocambole nos
conectou e hoje me reconectou
com ela, mais uma
vez. Que bom
que existam rocamboles e mães.

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